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Segunda-feira, 26 de Junho de 2017
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III GRANDE CONCURSO PORTAL ITÁLIA TI PORTA IN ITÁLIA



Foram 7 meses de disputa, 50 finalistas e uma grande vencedora, pela primeira vêz uma Mulher. A cada ano que passa os finalistas dificultam cada vêz mais a vida do comitê de seleção. A emoção, as lembranças e, principalmente, o sentimento de italianidade estava presente em cada letra, que unidas faziam todo o sentido do mundo. As cenas quase podiam ser vistas, como se fossem filmes das vidas de grandes mulheres, que souberam trasmitir aos seus descendentes os valores e as tradições mais importantes, que esses corajosos imigrantes trouxeram da Itália juntamente com os seus sonhos.
 
A grande vencedora foi Fernanda Carmela Di Feicchi, que vai ganhar a viagem para a Itália deste ano. Mas, na realidade, somos todos nós os vencedores, porque, como nossos antepassados, temos o amor pela Itália, a orgulho dos valores e tradições que nos ensinaram e honra de pertencermos a duas pátrias tão amadas.
 
Vejam abaixo o texto vencedor e não deixem de dar a sua opinião. E, não se esqueçam que em Dezembro começa mais uma edição do Grande Concurso Portal Itália Ti Porta in Italia!
 

Perdi meu pai quando ainda era um bebê, por isso cresci debaixo das asas protetoras das mulheres que marcaram para sempre a minha vida, Nonna Filippa, Mamma Angela e Zi Francesca. Todas três, viúvas e dedicadas a construir a mulher que me tornei.

A severidade e firmeza com que me educaram eram adoçadas com largas pitadas de amor e carinho, embaladas com abraços e beijos. Mas, ai de mim se saísse da linha.

Elas conseguiram me passar alguns conceitos que funcionam até hoje como cláusulas pétreas no contrato da vida em comunidade. Em primeiro lugar vinha o respeito, aos mais velhos, aos mais humildes, e a todas as pessoas. Não que eu não pudesse expor minhas idéias, até porque isso está no sangue italiano, elas costumavam dizer que onde estavam 2 italianos haviam no mínimo 3 opiniões. Me ensinaram a discutir e respeitar o ponto de vista do outro. “Parla molto, ma ascolta ancora di più”.

Logo a seguir vinha a honestidade, no trato com as pessoas, com o dinheiro, e principalmente comigo mesma. Recordo-me que, ainda no início do mês, o dinheiro do aluguel era separado para evitar problemas para a família que nos alugava o 2º andar de um sobrado numa vila da Mooca.

A seriedade e perseverança eram a marca registrada dessas mulheres que tudo podiam. Não havia problema para o qual não encontrassem solução, e não havia solução para a qual não houvesse disposição. O que tinha que ser feito, desde a bainha da calça, até o massante trabalho no Cotonifício Crespi, era pra fazer bem feito e sempre melhor. E, para isso, me ensinaram a ter um objetivo para tudo que fazia e faço até hoje, e assim sabia o motivo do sacrifício.

Não pensem que vivia num quartel militar, pois elas eram muito doces e carinhosas, e outra lição importante foi a de que devemos buscar a felicidade, vivendo com alegria e muito bom humor. Elas me ensinaram a rir de tudo, e principalmente nos momentos mais duros, para que a luz da felicidade estivesse sempre acesa dentro de mim, como uma vela na janela que guia os viajantes de volta pra casa.

Tudo isso me foi ensinado na convivência em família, nas manhãs que passava na cozinha com a Nonna preparando as marmitas, que depois eu vendia para os trabalhadores do Cotonificio, ou nos fins de tarde sentada à mesa fazendo os deveres sob o olhar atento de Zi Francesca, a única das três que havia completado os estudos.

Silêncio naquela casa só mesmo quando chegava a hora da radio-novela, aí, nem os mosquitos ousavam zumbir. E, eu as acompanhava, sem muito entender, mas fascinada com as expressões dos rostos daquelas 3 grandes mulheres.

A celebração de cada dia vinha no jantar, quando agradecíamos a Deus pelo que tínhamos conquistado naquele dia. Além do Natal, da Páscoa e outras festas, nossa casa se transformava num clube, nos fins de semana. Aos sábados, pizza e scoppa, e aos Domingos, pasta, chiacchierata e Ópera, a Mamma adorava escutar as óperas de Verdi. A simplicidade e falta de dinheiro não impediam que tivéssemos os nossos momentos de descontração e festa, que eram divididos com os amigos e vizinhos da vila.

A família reunida é, até hoje, o meu lar, seja onde estivermos, é lá que mora o meu coração e a minha paz., é lá que tenho a certeza do conforto e do carinho, do apoio e do incentivo, pois tudo se encerra na Famiglia.

Hoje, sou eu a Nonna, e procuro passar para os meus nipotini todos os valores que aprendi, além de manter a tradição dos encontros semanais com toda a Famiglia reunida. Ao sentar à mesa, agradeço a Deus por ter enviado aquelas 3 Madonne pra me guiar e proteger.

Dedico esse texto às minhas 3 Santas Guerreiras, Filippa, Angela e Francesca.

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Opine sobre o texto vencedor e deixe o seu recado para a grande vencedora



 
 
 
 
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