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27/09/2007 - A CÚPULA DE SANTA MARIA DEL FIORE
Um dos empreendimentos mais significativos de todo o renascimento foi a edificação, por parte do arquiteto e engenheiro Filippo Brunelleschi, da cúpula da catedral de santa Maria del fiore, em Firenze. A obra, iniciada no verão de 1420 foi concluída no ano de 1436. Mas o que torna essa cúpula tão interessante? Afinal, existem dezenas, centenas delas espalhadas por todo o mundo. Por que a cúpula de Santa Maria del Fiore atrai tanta atenção? Fosse ela uma construção renascentista a mais, certamente não a colocaríamos aqui no site do portal itália. Depois de ler este texto, acredito, se o estimado leitor ainda não teve a oportunidade de visitar essa maravilha vai, no mínimo, sentir curiosidade a respeito do tema.

Depois de ter vencido um concurso para a elaboração da grande cúpula, Brunelleschi foi questionado duramente sobre seu projeto e até aconselhado a abandoná-lo por se tratar, como diziam, de coisa de maluco. Estivéssemos em Firenze no ano de 1420 com a incubência de decidir pela aceitação ou não dessa empreitada e, muito provavelmente não o aceitaríamos também. O que havia de tão extraordinário na mente de Brunelleschi para a realização da cúpula? Ele desenhou uma estrutura com 91 m de altura, com um diâmetro de 45,5 m, em forma dupla, ou seja, duas cúpulas, uma interna e outra externa com com 463 degraus no interior (como se fosse um sanduíche de degraus) com um peso de aproximadamente 37000 toneladas, composta por mais de 4 milhões de tijolos, a ser montada sem...andaimes. É isso mesmo, a estrutura partiria do "tamburo"( a parte da catedral onde a cúpola ficaria apoiada) até ao seu final, a 114,5m de altura, com os tijolos sendo intertravados sem nenhum tipo de apoio. Os círculos que formam a cúpula foram subindo e se fechando, lembrando a forma de um iglu. A genialidade de Fillipo Brunelleschi o convenceu que, aos olhos da física e outras ciências relacionadas, isso seria possível. O tempo mostrou que ele tinha razão. Não fosse assim a obra não chegaria até nós quase 600 anos depois. Convencer os responsáveis não foi tarefa fácil. Até o grande Donatello, amigo de Brunelleschi, entrou na jogada sugerindo que ele se fingisse de doente quando os responsáveis pela obra pensaram em dar o projeto para Lorenzo Ghiberti (autor das famosas portas do paraíso) realizar. Sem a orientação do "acamado" Brunelleschi, Ghiberti desistiu e, finalmente no ano de 1420 deu-se início a construção da mais impressionante cúpula que o mundo conheceria. Desenhada com oito lados (seria a imitação de uma flor), daí o nome Santa Maria del Fiore, a cúpula é vista de quase toda a cidade.

Na parte superior da cúpula encontra-se uma estrutura que chamamos lanterna, também projetada por Brunelleschi. Foi ali colocada no ano de 1471. Sobre a lanterna foi posicionada uma imensa esfera de bronze por Andréa Verrocchio (Professor de Leonardo da vinci). Em 1601 um raio atingiu a lanterna danificando-a e derrubando a gigantesca esfera de bronze. No local em que a esfera caiu pode-se ver um disco de mármore branco para marcar o local (por isso que é bom dar uma estudada antes de ir aos locais que nos interessam porque os guias não nos mostram esses detalhes que, particularmente, acho preciosos). Dois anos mais tarde foi colocada uma maior no local.
Embora o público não tenha acesso à parte superior da cúpula -a lanterna e a esfera- (pelo menos quando lá estive no ano passado não era permitida a entrada), é possível admirá-las de perto quando chegamos na parte mais alta.

Durante a cansativa subida, que não deve ser feita muito rapidamente pois corre-se o risco de ter que parar por algumas vezes, pode-se observar de perto os afrescos desenhados por Giorgio Vasari e Federico Zuccari no interior da cúpula. O Juízo final, realizado por eles, é um amontoado de cores e formas espetaculares que nos ajudam a "esquecer" um pouco a subida. Vale dizer que o projeto inicial mostrava a cúpula totalmente branca em seu interior, mas ninguém ousou destruir o trabalho dos grandes Vasari e Zuccari.

A visão de cima da cúpula é inesquecível. Pode-se ver o altíssimo campanário de Giotto, de 1334, em um nível mais baixo e a cidade de Firenze até desaparecer no horizonte. Vê-se então que o desafio de subir os 463 degraus valeu muito a pena.
É interessante lembrar, quando se está lá no alto, da coragem de um abnegado arquiteto que levou a cabo um projeto de tal magnitude. Executar uma obra com proporções gigantescas totalmente sem andaimes apenas com os recursos disponíveis no início do século XV chega a ser assustador.

Quando se entra na Catedral e se fica posicionado sob o vazio imenso da cúpula a pergunta é inevitável: Como ele fez isso? Junto à sensação de tontura alia-se a admiração e o espanto de uma obra impensável nos dias de hoje.

Dom Geraldo Lyrio Rocha, hoje presidente da CNBB, contou-me que Michelangelo, ao partir para Roma para projetar a cúpula da Basílica de São Pedro teria olhado para a cúpula de Santa Maria del Fiore e dito:
"Vado a Roma a fare la tua sorella. Sarà più grande, non sarà più bella". "Vou a Roma fazer a tua irmã. Será maior, não será mais bonita"

Vale o registro de que Brunelleschi desenhou e construiu todas as máquinas que utilizou na construção da cúpula. Podemos tão somente imaginar como seriam fantásticos os mecanismos por ele criados já que o maior gênio da arquitetura renascentista destruiu todos os documentos com os esboços e explicações. Porquê? Infelizmente não tenho a resposta. Ninguém a tem. Coisa de gênios.

Agradecemos a José Odenir Dalmaschio parceiro e Amigo do Portal Itália.
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